Presidente do Fórum em Defesa da Baixada emite Nota de Pesar pela morte de Pires Collins

O Fórum em Defesa da Baixada Maranhense divulgou Nota de Pesar pela morte do ex-deputado José Ribamar Pires Collins, que deu grandes contribuições à região da Baixada Maranhense.

Collins tinha 83 anos e veio a óbito na noite deste último domingo (17), em São Luís-MA. Segundo informações, Pires Collins estava internado há uma semana em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital UDI, em São Luís. Além da idade avançada, o mesmo sofria de hipertensão.

Biografia

José Ribamar Pires Collins foi um brasileiro, pensador e produtor rural de índole e por opção. Foi um dos primeiros a defender o conceito de Desenvolvimento Sustentável na agricultura e pecuária. Destaca-se pelo caráter nacionalista e social. Pires Collins, como gostava de ser chamado ao falar de suas origens, afirmava que o homem não é filho de onde ele nasce propriamente, mas de onde ele é reconhecido e se realiza.

Partindo dessa linha de raciocínio embora tendo nascido na Fazenda Santo Antônio, situada no distrito de Mucambo, atualmente pertencente ao município de Santa Rita-MA, sentia-se como filho de Paço do Lumiar. É filho de Graciliano da Silva Collins que era vaqueiro proprietário rural e Zayde Ferreira Gomes Pires, professora e costureira.

Alfabetizado pela mãe, logo despertou o gosto pela leitura, lendo todos os livros e revistas de sua mãe como por exemplo Vida Doméstica e Seleções. Desde menino já mostrava seu temperamento curioso e atento aos trabalhos de seu pai. Fez o curso primário em Codó-MA em 1946. Com 11 anos foi estudar em São Luís, no Colégio Marista onde se identificou muito com autores jovens da época como Paulo Freire, Darcy Ribeiro e Celso Furtado.

Se destacava na prática de esportes, em especial no Basquete com participação nos Grêmios Estudantis da época, sendo fundador da UESSMA (União dos Estudantes Secundaristas do Maranhão). Posteriormente, em virtude do trabalho se transferiu para o Liceu noturno onde concluiu o secundário. Trabalhou como representante de laboratórios farmacêuticos, dentre eles Eduardo Bezerra (Ceará) e Moura Brasil – Orlando Rangel (Rio de Janeiro).

Marcou a sociedade ludovicense quando em setembro de 1955 comprou a Farmácia Conceição localizada no bairro do Anil onde prestava serviço para as regiões que hoje formam os municípios de São Luís, Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar. Realizando dês de trabalhos como aplicação de soro e injeções, até primeiros socorros 24hrs por dia.

Aos 26 anos já conferia mais de 250 afilhados. Sob influência das lideranças estudantis, com 18 anos ingressou na política filiando-se ao (PSP) Partido Social Progressista que posteriormente foi substituído por (ARENA) Aliança Renovadora Nacional onde candidatou-se a Deputado Estadual em companhia de Henrique De La Rocque e Clodomir Teixeira Millet.

Destacava em seus discursos a ignorância do caboclo, criticando as queimadas e a miséria que tornava incapaz o desenvolvimento da agricultura e pecuária na região. Sendo eleito como Deputado Estadual em 1966 numa votação recorde como segundo mais votado. Teve sua trajetória política marcada pela criação da Lei de Terras que através da Comarco abriu a venda das terras devolutas dando assim origem ao capital do Banco de Desenvolvimento do Estado do Maranhão (BDM).

Autor também de Lei de Organização Judiciária que aumentou de 10 para 15 desembargadores no Estado do Maranhão e consequentemente gerou o aumento do número de Varas nas Comarcas do interior. Causou enorme espanto entre os parlamentares de sua época quando no final da década de 1970, diante da possibilidade de aposentadoria pela Assembléia, abriu mão do benefício.

Em 1966 fundou sua segunda empresa que se deu por meio da apresentação de um projeto para a Sudene se propondo a implantar uma fazenda onde se desenvolveria a Bubalinocultura (criação de búfalos) e a Rizicultura (plantação de arroz irrigado). Empresa esta que está em pleno funcionamento até os dias atuais. Pires Collins atualmente é solteiro mais esteve casado em 2 oportunidades, primeiramente em 1955 aos 18 anos com Maria Benedita de Castro e Costa com quem teve 3 filhos: George Davi, Rachel Eliza e Heloisa Augusta. Posteriormente já com 55 anos se casou com Nazaré Bezerra Carvalho, com quem teve Judá Collins.

Por Jailson Mendes

João Martins assume presidência do Fórum da Baixada Maranhense e planeja agenda inovadora para a região

O bequimãoense João Martins, eleito presidente do Fórum da Baixada Maranhense (FDBM), no último sábado (28), assumiu a dianteira da entidade com planos de impulsionar uma agenda transformadora de inovação, empreendedorismo e sustentabilidade na região. Sua experiência à frente de importantes instituições, como o Sebrae/MA e a 8ª Superintendência Regional da Codevasf, contribuirá para a interlocução com órgãos que podem trazer benefícios aos municípios da Baixada e do Litoral Ocidental.

A necessidade de investimentos em infraestrutura hídrica é uma das prioridades enumeradas pelo novo presidente do FDBM. “Considerando os períodos intercalados de cheias e estiagem frequentes na região, teremos uma atenção especial com os investimentos em barragens, canais e açudes. Também vamos acompanhar o projeto dos Diques da Baixada, obra do Ministério do Desenvolvimento Regional, sob a responsabilidade da Codevasf no Maranhão”, elencou João Martins, ao citar os desafios de sua gestão.

Também está previsto o levantamento de projetos estruturantes que estejam em andamento nos municípios abrangidos pelo fórum, como ponto inicial para outras parcerias. “Vamos buscar os projetos executados pelas esferas federal, estadual, municipal ou na iniciativa privada, para que possamos estabelecer parcerias propositivas enquanto órgão consultivo, atuando na interlocução com o poder público, os movimentos sociais e os empreendedores da região. Nosso objetivo é fazer convergir as políticas públicas com as demandas prioritárias dos municípios”, afirmou o presidente.

Para esse trabalho, ele somará esforços com uma equipe de perfil técnico e acadêmico, formada pelos membros a Diretoria Executiva e Conselho Fiscal, no biênio 2019-2021. Na eleição realizada no Espaço Cultural da Associação Maranhense dos Escritores Independentes (AMEI), em São Luís, ficou ainda definido que os ex-presidentes Flávio Braga e Ana Creusa permanecem ligados à gestão do fórum, como presidentes de honra.

“Juntos, pretendemos provocar o espírito criativo, resiliente e de superação do cidadão baixadeiro, para trabalharmos uma proposta de transformação pela inovação, pelo empreendedorismo e com projetos sustentáveis. Queremos resgatar o protagonismo do Fórum da Baixada Maranhense nas discussões e debates que permeiam o processo de desenvolvimento sustentável da região”, garantiu João Martins.

O Fórum da Baixada Maranhense é um órgão da sociedade civil organizada, com a função de promover consultas e debates, levantar demandas e articular investimentos para a região. Criada em 2015, a entidade possui cinco linhas de atuação com o propósito de impactar no desenvolvimento regional: Diques da Baixada, Academias na Baixada; Empreendedorismo na Baixada, Turismo na Baixada e Apoio Institucional.

Nas gestões anteriores, foi instituído o Selo Editorial FDBM, com lançamento de cinco livros: Ecos da Baixada; Serões na Baixada do Maranhão; Na Asa de um Colibri; 2ª Edição de Curiosidades Históricas de Peri-Mirim e 2ª edição do Dicionário do Baixadês. Também já foram implantados, com apoio do fórum, o Bosque de Paricás, no povoado Paricatiua, em Bequimão, e a Academia Matinhense de Ciências, Artes e Letras – AMCAL, projeto voltado ao auxílio de estudiosos e artistas do município.

João Martins acompanhado dos novos vice-presidentes e dos presidentes de honra do FDBM

Nova projeção para Bequimão

Com os cargos já ocupados por João Martins, em órgãos de abrangência estadual, o município de Bequimão passou a figurar como município de referência na articulação de políticas para o desenvolvimento da região. Essa nova projeção também é fruto do papel que vem ocupando o prefeito Zé Martins nas parcerias estabelecidas com instituições e com outras prefeituras da Baixada e do Litoral Ocidental.

Além da habilidade para transitar entre políticos, empresários, pequenos produtores e nos diversos grupos sociais, João Martins é reconhecido por sua competência técnica e gerencial. Ele é formado em Medicina Veterinária, pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), especialista em Saúde Pública, pela Universidade de Ribeirão Preto, e em Planejamento e Desenvolvimento Municipal Sustentável, pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). Fez uma formação em Liderança, com ênfase em Desenvolvimento Regional, pela Universidade Católica de Milão, na Itália. No Fórum da Baixada Maranhense, já exerceu o cargo de presidente de honra e é membro-fundador do órgão.

Diretoria

A 3ª diretoria do FDBM é formada por: Presidente: João Batista Martins; 1º Vice-Presidente: Expedito Nunes Moraes; 2º Vice-Presidente: Antônio Lobato Valente; Presidente de Honra: Wewman Flávio Andrade Braga; Presidente de Honra: Ana Creusa Martins dos Santos; 1º Secretário: David Dérik Aguiar Cutrim; 2º Secretário: Alexandre Ayrton Muniz de Abreu; 1ª  Tesoureira: Estela Cristina Lima Ribeiro Ferreira; 2ª Tesoureira: Deuzenir Costa Carneiro Szekeresh. Membros Efetivos do Conselho Fiscal: 1) Jaílson Mendes Mota; 2) joão Muniz Silveira e 3) José Ribamar Gusmão Araújo. e Membros Suplentes do Conselho Fiscal: 1) Flaviomiro Silva Mendonça; 2) João Carlos da Silva Costa Leite e 3)Marlilde Mendonça Abreu.

Nova diretoria do Fórum da Baixada Maranhense

Prefeito Zé Martins está buscando a certificação de mais sete comunidades quilombolas de Bequimão

 

Em reunião na Superintendência da Fundação Palmares no Maranhão, nesta quarta-feira (18), o prefeito Zé Martins verificou a situação de mais sete comunidades de Bequimão que buscam a certificação como remanescentes de quilombos. O reconhecimento como quilombola é importante aos moradores dessas comunidades, porque passam a ser assegurados o direito à propriedade definitiva dos territórios e a destinação de políticas públicas específicas.

Estão em processo de certificação os povoados de Boa Vista, Pontal, Santa Tereza, Águas Belas, Frexal, Monte Palma e Iriritíua. O superintendente da Fundação Palmares, Alan Ramalho, garantiu dar andamento às solicitações do prefeito e das comunidades, acompanhando a tramitação que ocorre em Brasília, sede da instituição. 

“Consideram-se remanescentes das comunidades dos quilombos os grupos étnicos raciais, segundo critérios de autodefinição de cada comunidade, desde que tenham trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com formas de resistência à opressão histórica sofrida”, informa a Fundação Palmares, em sua página na internet. 

Também foi reforçado o convite para que a fundação participe da sétima edição da Semana do Bebê Quilombola, no mês de novembro. A ação, fruto da parceria entre Prefeitura de Bequimão, Unicef e Fundação Josué Montello, é realizada desde 2013, com impactos significativos nos indicadores sociais das comunidades quilombolas do município. O prefeito Zé Martins é pioneiro nesse trabalho, em todo o Brasil. 

Participaram da reunião o secretário municipal de Cultura e Promoção da Igualdade Racial, Rodrigo Martins, e João Martins, que participou da equipe de elaboração do projeto da Semana do Bebê Quilombola, em colaboração técnica com a professora Claudete Ribeiro, da Fundação Josué Montello. 

A certificação

As comunidade quilombolas, quando recebem a certificação, passam a ter direitos e amparos legais assegurados pelos artigos 215 e 216 da Constituição Federal, que se referem à defesa e à valorização do patrimônio cultural brasileiro e afro-brasileiro e à obrigação do poder público em promover e proteger estes patrimônios culturais.

O artigo 68, do Ato das disposições constitucionais transitórias, também garante a propriedade definitiva do território aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras.

A Fundação Cultural Palmares é responsável por promover políticas públicas voltadas para a população negra, visando à preservação de seus valores culturais, sociais e econômicos e, ainda, pela promoção e apoio de pesquisas e estudos relativos à história e à cultura dos povos negros e pela inclusão dos afro-brasileiros no processo de desenvolvimento.

Com informações da Fundação Palmares